Wednesday, July 27, 2011

Não sobre o amor.

Adicção: co-dependência.
Em outras palavras, amor.
Em outras palavras, vício em se sentir amada.
Em outras palavras, hopeless.
Sem cura, só causa, a falta de carinho paterno e uma facilidade constrangedora de se apaixonar platonicamente por homens que se pareçam lenhadores.
Mentira. Só existe um.
Quanto tempo dura até que você pare de brigar com você mesmo e aceite quem você é? E o que você é? Alguém capaz de amar um outro pela vida inteira? Alguém que guarda um amor em cada porto e por isso tatua uma âncora na anca para parar o amor?
O que você é? Daqueles que olham para a bunda das meninas no ônibus, que pensa nelas enquanto come sua mulher, a mulher por quem você devota a vida?
De quem você sente ciúme? Do cara que nunca te amou e agora flerta com outras meninas na sua frente? E isso te impede de sentir saudade do homem que divide a cama com você?
Qual é a linha que divide a maldade, a infidelidade, o ciúme sem propósito, o amor que dura para sempre por um cara que simplesmente não te quis, mas insiste em roçar a barba no seu pescoço quando vem ver a cidade uma ver por mês? O que te faz uma alguém de honra, alguém legal, que cumpre as obrigações com o companheiro?
Por quem você coloca sua mão por baixo do lençol todas as noites enquanto aperta os olhos e morde a boca?
Por quem?
E quantas pessoas é possível amar ao mesmo tempo?

2 comments:

Bárbara said...

pura realidade.

gigix kiddo said...

boas perguntas...